Odontologia Estetica

A ingestão de Vinhos e a sua relação direta com a boca

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A ingestão de Vinhos e a sua relação direta com a boca

A cada ano vemos um aumento no consumo de vinhos no mundo, e no Brasil não é diferente. O mercado da produção e distribuição de vinhos, tornou-se “a bola da vez”. Com isso, há considerações que devem ser abordadas quanto ao seu consumo e a sua relação direta com a boca.
Os Vinhos tintos contém mais pigmentos em sua composição do que os vinhos brancos, que são responsáveis pela formação de indutos (manchas externas nas paredes dos dentes). Sua ingestão também pode causar a diminuição do volume de saliva (causada pelo álcool, e que por isso facilita a retenção de alimentos). E devido a sua acidez, pode gerar sensibilidade.
O vinho possui polifenóis, que são substâncias capazes de inibir em até 85% a capacidade efetiva das bactérias responsáveis pela cárie.
ÁLCOOL E A PLACA BACTERIANA:
O álcool age sobre as glândulas salivares provocando uma diminuição de 20 a 40% do volume da saliva. Isso possibilita uma maior deposição de placa bacteriana e consequentemente, de tártaro na superfície dentária. Essa placa, eventualmente, pode causar alteração na percepção dos sabores e dos gostos, aspectos que são muito importantes para os enófilos.
INFLUÊNCIA NO PALADAR:
A presença de tártaro ou de cárie pode alterar o sabor ou determinar a supressão da definição do paladar e da possibilidade de sentir aromas mais refinados e mais sutis da bebida ou do alimento.
VINHO E CLAREAMENTO DENTÁRIO:
Em bebedores de vinho, o resultado do clareamento dura menos tempo. E durante o clareamento não se deve ingerir vinho, pois o esmalte dentário estará mais susceptível a corar novamente e suas manchas tornarem-se mais intensas do que antes.
Para poder desfrutar de uma boa bebida e ter o paladar saudável, manter a saúde bucal é essencial, e o melhor método para obtê-la é a prevenção e uma boa higienização.
Se a pessoa conseguir manter uma boa higiene bucal, ela pode tomar vinho ou mesmo café, porque a tintura que isso provoca no meio bucal não vai impregnar.
O que fazer então?
Use escova, fio dental e raspadores de língua;
Utilize uma técnica de higienização adequada;
Use flúor a 0,05% (para bochechos);
E evite cremes dentais com bicarbonato, pois são abrasivos.
Visite um dentista periodicamente.
DICAS:

Intercale a ingestão de vinhos com a ingestão de água;
Espere no mínimo 1 hora e 30 minutos e no máximo 08 horas para escovar os dentes;
O queijo como alimento acompanhante de vinhos traz benefícios.
PORQUE ESCOVAR OS DENTES LOGO APÓS BEBER VINHO É PREJUDICIAL?
Durante a sua fabricação, o vinho sofre fermentação e produz dois tipos de ácidos: o tartárico e o málico, que tem o pH próximo de 3. Tais ácidos removem o cálcio e o fosfato presentes nos dentes, e, com essa desmineralização, o esmalte dentário se torna mole e poroso.
A saliva, que tem a função de neutralizar a acidez e remineralizar os dentes, também diminui durante a ingestão desse tipo de bebida, o que agrava o processo de erosão dos dentes.
Por fim, o contato das cerdas das escovas e do creme dental com um dente já frágil, provoca um efeito abrasivo no local.
COMO MINIMIZAR OS EFEITOS DA ACIDEZ?
Durante a ingestão da bebida, a recomendação é para que a pessoa também coma, pois o ato de comer estimula a salivação.
O hábito de ingerir vinho com queijo é comprovadamente benéfico, pois esses alimentos elevam o pH da boca.
Já a saliva volta a ter o seu poder de remineralização restaurado, em média, 30 minutos após a ingestão da bebida.
Quem é degustador profissional de vinhos precisa ir um pouco além, e procurar um dentista regularmente para aplicação de vernizes fluoretados.

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